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Enem 2026: quase 70% dos inscritos têm isenção da taxa de inscrição; Amazonas tem maior porcentagem

Jornal Nacional A primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 será aplicada neste domingo (8), em todo o país. Ao todo, o exame reúne 5.051.345...

Enem 2026: quase 70% dos inscritos têm isenção da taxa de inscrição; Amazonas tem maior porcentagem
Enem 2026: quase 70% dos inscritos têm isenção da taxa de inscrição; Amazonas tem maior porcentagem (Foto: Reprodução)


Jornal Nacional A primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 será aplicada neste domingo (8), em todo o país. Ao todo, o exame reúne 5.051.345 inscrições confirmadas, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), divulgados pelo Ministério da Educação (MEC). Desse total, 67,94% têm gratuidade na taxa de inscrição. O percentual corresponde a 3.432.111 inscrições gratuitas. O Amazonas é o estado com a maior proporção de inscrições gratuitas, com 80,46% dos candidatos. Em seguida, aparecem Maranhão (79,18%), Ceará (78,73%), Pará (77,88%) e Bahia (77,60%). O Piauí ocupa a sexta posição, com 76,98%. Em números absolutos, o ranking é diferente. São Paulo lidera, com 506.845 inscrições gratuitas, seguido por Bahia (339.318) e Minas Gerais (293.842). Os dados estão disponíveis no Painel Enem 2026, do Inep. Valor arrecadado Considerando a taxa de R$ 85, as 3.432.111 inscrições gratuitas equivalem a R$ 291,2 milhões em valores que seriam arrecadados. Já as 1.619.234 inscrições pagantes correspondem a aproximadamente R$ 137,6 milhões. Em 2025, foram 3.049.710 inscrições gratuitas e 1.761.628 pagantes. Pelo mesmo cálculo, as inscrições gratuitas equivaliam a R$ 259,2 milhões. Em 2026, o valor equivalente é R$ 32 milhões maior, uma alta de aproximadamente 12,3%. Os valores são estimativas calculadas a partir do número de inscrições e da taxa de R$ 85. O que é a gratuidade do Enem? A gratuidade da inscrição é um benefício que dispensa o candidato do pagamento da taxa do exame. De acordo com as regras do Inep para 2026, têm direito à isenção: Estudantes matriculados no 3º ano do ensino médio em escola pública em 2026; Pessoas que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou como bolsistas integrais em escolas particulares, desde que tenham renda familiar mensal por pessoa igual ou inferior a um salário mínimo e meio; Pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Estudantes do 3º ano da rede pública não precisam comprovar renda para ter direito ao benefício. Alunos participantes do Pé-de-Meia que estejam nessa condição também podem solicitar a isenção. A aprovação da gratuidade, porém, não garante a inscrição automática no exame. O candidato precisa cumprir os procedimentos de inscrição previstos no edital. Por isso, o percentual de inscrições gratuitas não mede diretamente a renda dos candidatos de cada estado. A proporção depende dos critérios de elegibilidade e da composição dos inscritos em cada unidade da Federação. Desde quando existe e para que serve? A gratuidade da inscrição existe desde a primeira edição do Enem, em 1998. Naquele ano, 83% dos inscritos foram beneficiados pela isenção. Em 2001, o benefício foi ampliado para outros grupos, incluindo concluintes do ensino médio e determinados estudantes e egressos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A Lei 12.799, de 2013, estabelece critérios para a isenção de taxas de inscrição em processos seletivos de ingresso em instituições federais de ensino superior. A legislação prevê gratuidade para candidatos que comprovem renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio e tenham cursado todo o ensino médio em escola pública ou como bolsistas integrais na rede privada. Para o Enem, as regras específicas são definidas a cada edição pelo edital do Inep. O objetivo da gratuidade é ampliar o acesso ao exame, que é utilizado como forma de ingresso no ensino superior por meio de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (Prouni). A nota também pode ser utilizada em processos seletivos próprios de instituições de ensino e para participar de processos relacionados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), conforme as regras vigentes. A Lei de Cotas reserva pelo menos 50% das vagas nas instituições federais de ensino superior a estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. Em 2026, o MEC também estabeleceu a meta de que pelo menos 70% dos estudantes concluintes do ensino médio da rede pública participem do Enem. A medida faz parte da estratégia de ampliar a participação desses alunos e integrar o exame à avaliação da educação básica.